PF prende ex-funcionária do INSS que responde a 211 ações por fraude

Após três meses de investigação, a Polícia Federal localizou e prendeu nesta sexta-feira (22) uma ex-funcionária da Previdência Social condenada por fraudes no pagamento de benefícios previdenciários.

A mulher, de 58 anos de idade, tinha contra ela 27 mandados de prisão e responde a 211 processos criminais na Justiça Federal.

Ela trabalhou como agente administrativa no posto do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) no Brás, região central da capital de São Paulo, e foi demitida por comprovado envolvimento em fraudes na concessão de aposentadorias e outros benefícios.

A presa foi conduzida à sede da Polícia Federal em São Paulo, onde deverá ser ouvida e encaminhada ao sistema prisional estadual.

Empresas investigadas pela Lava Jato não tinham funcionários, diz PF

Delegados da PF e procuradores da República concederam entrevista coletiva sobre a Lava Jato nesta sexta (22) (Foto: Adriana Justi / G1)Delegados da Polícia Federal e procuradores da República
concederam entrevista coletiva sobre a Lava Jato nesta
sexta-feira (22), em Curitiba.

O Ministério Público Federal (MPF) e a Polícia Federal (PF) informaram durante uma entrevista coletiva na tarde desta sexta-feira (22), em Curitiba, que a ação de continuidade da Operação Lava Jato, realizada no Rio de Janeiro, apreendeu documentos e materiais de informática. A ação cumpriu onze mandados de busca e apreensão em empresas registradas em nomes de terceiros e que, de alguma forma, estavam ligadas a familiares e pessoas próximas a Paulo Roberto da Costa, ex-diretor de Abastecimento da Petrobrás e um dos investigados do processo. Do total de empresas, duas eram em locais diferentes e o restante no mesmo endereço.

Também foi expedido um mandado de condução coercitiva, quando a pessoa não é presa, mas é obrigada a prestar depoimento, contra Marcelo Barboza Daniel, que é sócio do genro de Costa. Como ele está nos Estados Unidos, o mandado não foi cumprido. Conforme a PF, Barboza se comprometeu a se apresentar para prestar depoimento assim que retornar ao Brasil. A data já está agendada, mas não foi divulgada durante a coletiva.

Segundo a delegada da PF Erika Mialik Marena, algumas empresas vistoriadas não tinham espaço físico nem quadro de funcionários. A maioria das empresas era de consultoria de prestação de serviços, entre elas, agências de viagens e de comunicação. Ainda de acordo com a PF, algumas estavam no nome da filha de Paulo Roberto Costa.

“Todo essa material coletado será investigado. Basicamente, as empresas que estavam no nome de Paulo Roberto Costa e de alguns de seus familiares recebiam valores de empresas contratadas pela Petrobras”, afirmou Carlos Fernando Santos Lima, procurador regional da República.

O objetivo da ação no Rio foi recolher os documentos nas empresas vinculadas a Paulo Roberto Costa, preso por suspeita de envolvimento nos crimes, e aos familiares deles. Marcelo Barboza Daniel, sócio do genro de Costa, será ouvido, por supostamente ter emprestado dinheiro a ele. Os recursos foram apreendidos na casa do ex-diretor da Petrobras, na operação Lava Jato.

A Operação Lava Jato desarticulou um esquema de lavagem de dinheiro calculado em R$ 10 bilhões no dia 17 de março deste ano. A ação prendeu, entre outras pessoas, o doleiro paranaense Alberto Youssef, que tem fortes ligações no meio político, e o ex-diretor de Refino e Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa, suspeito de receber propina do esquema de corrupção.

Segundo a Polícia Federal, esta é a sexta fase de diligências ostensivas da ação. As medidas foram requeridas ao juízo da 13ª Vara Federal de Curitiba pelos integrantes da Força Tarefa do Ministério Público Federal, em trabalho conjunto com a PF.

Sócio está no exterior
Segundo a PF, Barboza está nos Estados Unidos e se comprometeu a se apresentar assim que retornar ao Brasil para prestar esclarecimentos. O advogado de Paulo Roberto Costa, Nélio Machado, disse à GloboNews que não havia tomado conhecimento da operação.

De acordo com o Ministério Público Federal do Paraná (MPF-PR), a ação busca provas de que empresas registradas em nome terceiros poderiam estar sendo utilizadas por Paulo Roberto Costa no recebimento de valores de construtoras e empresas do setor petroquímico que celebraram contratos com a Petrobras.

Por volta das 12h30, policiais federeais chegaram à sede da PF na Praça Mauá, Zona Porturária, com malotes de documentos apreendidos na operação.

Repasses milionários
Segundo nota enviada pela Procuradoria, foi constatado que Paulo Roberto Costa teria recebido um empréstimo de R$ 1,9 milhão de Marcelo Barboza Daniel em 2013. Também foi verificado que Humberto Sampaio de Mesquita, genro de Paulo Roberto Costa, declarou em 2012 ter recebido doação de R$ 1 milhão de Barboza.

Ainda de acordo com o MPF, várias empresas de consultoria de Barboza e Humberto, sendo uma de sociedade entre os dois, seriam sediadas no mesmo endereço, em um shopping na Barra da Tijuca, e seus clientes consistiriam basicamente em construtoras contratadas para a realização de obras pela Petrobras e por empresas do setor petroquímico. De acordo com a investigação, o suposto empréstimo e a doação poderiam servir para justificar o repasse de valores de propina para Paulo Roberto Costa.

Entenda a Operação Lava Jato
De acordo com a PF, as investigações da Operação Lava Jato identificaram um grupo brasileiro especializado no mercado clandestino de câmbio. Os suspeitos, informou a polícia, eram responsáveis pela movimentação financeira e pela lavagem de ativos de diversas pessoas físicas e jurídicas envolvidas em diferentes crimes. Entre os delitos cometidos pelos supostos “clientes” do esquema estão tráfico internacional de drogas, corrupção de agentes públicos, sonegação fiscal, evasão de divisas, extração, contrabando de pedras preciosas e desvios de recursos públicos.

A Lava Jato prendeu, entre outras pessoas, o ex-diretor de Refino e Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa, suspeito de receber propina do esquema de corrupção, e o doleiro paranaense Alberto Youssef, que tem fortes ligações no meio político. Os dois estão presos na carceragem da Polícia Federal, em Curitiba.

Petrobras
As investigações da Polícia Federal revelaram uma suposta ligação entre o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa com o esquema de lavagem de dinheiro comandado pelo doleiro Alberto Yousseff. Costa admitiu à polícia que recebeu um carro de luxo avaliado em R$ 250 mil do doleiro, mas alegou que o veículo foi dado em pagamento por um serviço de consultoria.

Costa disse que já estava aposentado da Petrobras à época do recebimento do carro. No entanto, ele reconheceu que conhecia Youssef do período em que ainda estava na estatal brasileira. Costa foi preso em 20 de março enquanto destruia documentos que podem servir como provas no inquérito.

editado por mensagemgospel.net

Alckmin é internado no Incor

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), foi internado na tarde desta sexta-feira (22) no Incor, na capital paulista. O governador foi diagnosticado com infecção intestinal, segundo sua assessoria.

Alckmin cumpriu agenda nesta manhã na capital paulista, mas se sentiu mal no começo da tarde e foi levado ao hospital.

De acordo com assessores, ele está bem e a expectativa é que a internação seja breve. Entretanto, os compromissos previstos para esta tarde foram cancelados.

Caso de ex-pedreiro que dissolveu 300 corpos em ácido ainda atormenta México

Atualizado em  22 de agosto, 2014 – 14:49 (Brasília)
Fossa clandestina no México (BBC)

O desaparecimento de milhares em meio à guerra do narcotráfico ainda não foi resolvido no México

O que a princípio parecem ser apenas pedras marrons espalhadas pelo terreno de um pequeno sítio em Tijuana, no norte do México, são na verdade restos humanos cobertos por pó e areia.

Eles pertenceram a um número ainda incerto de pessoas que foram mortas durante a guerra contra o narcotráfico, nos últimos 20 anos, e tiveram seus corpos dissolvidos em barris com ácido, soda cáustica e outros produtos químicos.

Eles ficaram ali, abandonamos em fossas por anos, até serem encontrados pelos familiares das vítimas, que mesmo assim seguem sem ter a confirmação da morte de seus entes queridos porque o que restou deles não permite realizar exames de DNA.

O autor de tal barbaridade é o ex-pedreiro Santiago Meza López, que foi preso em 2009 e confessou ter se desfeito de ao menos 300 cadáveres entregues a ele por um dos grupos que disputava o controle do narcotrático no estado mexicano da Baixa Califórnia, que fica próximo à fronteira com os Estados Unidos.

Trincheira

Pozolero (Cortesia da PGR)

O “El Pozolero” confessou ter “dissolvido” ao menos 300 cadáveres

Desde 1990, Tijuana é uma das principais trincheiras da guerra entre o cartel de Sinaloa e um outro fundado pelos irmãos Arellano Félix – este último perdeu completamente sua influência na região desde então, segundo autoridades de segurança americanas.

Um dos chefes deste segundo grupo era Teodoro García Simental, conhecido como “El Teo” ou “El Tres Letras”, que em 2008 deixou seu cartel para se unir aos rivais. Isso deu início a uma guerra pelo controle de uma rota de tráfico na região, em que morreram 3 mil pessoas e desapareceram outras 900.

Muitas delas acabaram dissolvidas nos barris de López, conhecido como “El Pozolero”, uma referência à palavra poço em espanhol, porque seus restos foram colocados em fossas clandestinas. Ao ver as fotos das vítimas, ele disse não reconhecer nenhuma delas.

O ex-pedreiro insiste que só recebia cadáveres – centenas deles – e que não matava as pessoas, só as dissolvia.

Fossas clandestinas

Restos humanos (BBC)

Três fossas clandestinas já foram achadas

Até agora foram localizadas três fossas clandestinas, mas acredita-se que há outras ainda por serem descobertas. As autoridades mexicanas dizem que muitas das pessoas encontradas nelas foram vítimas da guerra do narcotráfico.

Fernando Ocegueda Ruelas foi uma delas. O estudante desapareceu em 2007, aos 23 anos, depois de ser levado por homens que se apresentaram como policiais.

Desde então, seu pai, Fernando Ocegueda Flores, não parou de procurá-lo. Foi ele quem encontrou os sítios onde trabalhava o “El Pozolero”, depois de receber mensagens anônimas pelo endereço de email do grupo que criou, a Associação Unidos pelos Desaparecidos da Baixa Califórnia.

Num primeiro momento, Flores pensou que seu filho podia estar entre as vítimas dissolvidas pelo ex-pedreiro. “Mas não sei se ele está aqui nesta fossa, e não quero pensar nisso”, afirma Flores.

“Parece que sim, porque é para aqui que os desaparecidos eram trazidos, mas, enquanto não tiver provas científicas disso, seguirei buscando por meu filho. Não me darei por vencido.”

Obstáculos

Familiares das vítimas (Reprodução)

Familiares seguem na busca pelas vítimas

A associação de Flores já esteve em 80 terrenos em busca de restos humanos, e ainda faltam outros 50 para serem visitados.

A descoberta da fossa do “El Pozolero” fez com que muitos familiares das vítimas vasculhassem cada metro dos terrenos dos sítios onde ele trabalhava em busca de algum sinal de seus entes queridos.

Sem ter sucesso, muitos deles desistiram, enquanto outros seguem na busca, mesmo tendo dificuldades para tratar do assunto com as autoridades.

É o caso de Maria Alicia Ochoa. Seu marido foi sequestrado em um shopping em outubro de 2006 por um grupo de homens vestidos com uniformes policiais.

Desde então, não tem notícias deles. Ao questionar as autoridades sobre o caso, ela ouviu uma resposta frequentemente dada a familiares dos desaparecidos.

“Disseram: ‘Senhora, esqueça isso. Não vamos encontrar seu marido.”

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Ônibus sai do ES para Aparecida cai em ribanceira e deixa mortos e feridos

Quando a equipe do Corpo de Bombeiros chegou ao local, as vítimas estavam no asfalto

Três pessoas morreram e 39 ficaram feridas após um grave acidente envolvendo um ônibus e um caminhão na madrugada desta sexta-feira (15), na BR-101, na altura do km 401, em Rio Novo do Sul, próximo a Rodovia do Frade, no Sul do Estado.

De acordo com o Hospital Evangélico de Rio Novo Do Sul, das 26 atendidas, 5 foram transferidas para a Santa Casa de Cachoeiro de Itapemirim, uma delas em estado grave. As outras pessoas tiveram escoriações e já receberam alta. Já na Santa Casa de Cachoeiro, estavam internadas 12 pessoas, sendo que 11 receberam alta.

Segundo informações do sargento Neves, do Corpo de Bombeiros, o ônibus seguia de Marilândia, Norte do Estado, com destino a Aparecida no Norte para uma romaria, quando colidiu com um caminhão que seguia no sentido Rio de Janeiro x Vitória. 

Ainda segundo Neves, o caminhão esbarrou na lateral do ônibus e os dois perderam o controle dos veículos. O ônibus tombou em uma curva, se arrastou por uns metros e caiu em uma ribanceira de aproximadamente 10 metros.

Quando a equipe do Corpo de Bombeiros chegou ao local, as vítimas estavam no asfalto.

No momento do acidente, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) e a concessionária que administra a via, a Eco101, deram apoio ao Corpo de Bombeiros e auxiliaram os motoristas que passavam pelo local.

Os corpos das vítimas, que ainda não foram identificados, foram encaminhados para o Departamento Médico Legal (DML) de Cachoeiro de Itapemirim.

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