Cartão de crédito de uma das vítimas do MH 17 foi usado após a queda


Mulher de uma das pessoas a bordo teve que cancelar cartões após uso.
‘As pessoas estão abusando’, disse Reine Dalziel sobre os separatistas.


O sul-africano Cameron Dalziel ao lado da mulher, Reine, e de um dos filhos do casal (Foto: Reprodução/Twitter/Neil Noble)O sul-africano Cameron Dalziel ao lado da mulher, Reine, e de um dos filhos do casal (Foto: Reprodução/Twitter/Neil Noble)
 

AVIÃO CAI NA UCRÂNIA
Voo saiu da Holanda para a Malásia

A mulher de uma das vítimas da queda do voo MH17 da Malaysia Airlines no leste da Ucrânia teve que cancelar os cartões de crédito de seu marido, que estava no avião, após eles terem sido usados para compras depois da queda ocorrida no dia 17 de julho, segundo a emissora americana CNN.

Reine Dalziel era casada com Cameron Dalziel, um piloto de helicóptero sul-africano que também tinha cidadania britânica. A família havia se mudado recentemente para a Malásia.

Segundo seu irmão, Shane Hattingh, Reine ficou chocada ao perceber que o cartão de seu marido havia sido utilizado. “As pessoas estão abusando na Ucrânia”, disse. “Eles não têm nenhum respeito uns pelos outros, olhe o que estão fazendo. Não é uma surpresa que eles estejam tratando os pertences das vítimas desse jeito.”

Após a queda, houve diversos relatos de que malas e objetos pessoais das vítimas foram mexidos e retirados do local da queda – houve casos de telefones celulares usados pelos rebeldes e equipamentos eletrônicos que desapareceram.

 

Polícia Federal cumpre mandados na Telexfree no ES

A Polícia Federal realizou, na manhã desta quinta-feira (24), a Operação Orion, que investiga os crimes financeiros relacionados às atividades da Ympactus Comercial, empresa que representa a marca Telexfree no Brasil. Estão sendo cumpridos nove mandados de busca e apreensão na sede da empresa, na Enseada do Suá, em Vitória, e em outros endereços ligados ao grupo. A Receita Federal também integra a ação, que tem a participação de 50 agentes da PF e 18 auditores.

Segundo o delegado regional de Combate ao Crime Organizado da Polícia Federal, Rodrigo de Lucca, há provas de que a empresa funcionava como uma pirâmide financeira. “A prova colhida nos autos é cabal, tanto do funcionamento da pirâmide financeira, quanto em relação ao funcionamento da empresa como uma instituição financeira sem ter autorização do órgão competente para isso”, falou.

A análise do material apreendido, segundo De Lucca, vai integrar a parte final das investigações.  “O trabalho feito hoje foi a coleta de documentos, mídias, notebooks e smartphones para reforçar ainda mais a materialidade que existe do crime praticado pelos representantes da empresa Telexfree”, disse.

Segundo a Polícia Federal, funcionários foram encontrados no escritório central da empresa, que não poderia estar funcionando. Alguns negaram que estivessem trabalhando. O encarregado geral do prédio onde funciona a Telexfree acompanhou o trabalho da Polícia Federal. Ele e um funcionário da empresa foram ouvidos pelos agentes. Os funcionários não quiseram falar à reportagem

O advogado da Telexfree, Rafael Freitas de Lima, acompanhou o trabalho dos agentes federais e caracterizou a ação como intempestiva e desnecessária. “Todos os documentos foram entregues espontaneamente pela empresa na Justiça do Acre, há muito tempo. A Polícia Federal tem a senha do processo e acesso irrestrito a ele”, disse.

À TV Gazeta, o advogado afirmou que a medida “parecia mais política do que judicial”.

Decisão
De acordo com a Polícia Federal, os mandados foram expedidos pela 1ª Vara Federal Criminal de Vitória, que também determinou medidas cautelares alternativas à prisão aos sócios da empresa, como proibição de se ausentarem do país e comparecimento mensal à Justiça Federal, bem como o sequestro de bens imóveis, o bloqueio de contas bancárias e a suspensão de atividades econômicas da Telexfree no país.

Caso Telexfree
A empresa é acusada de crimes contra o sistema financeiro, contra a economia popular, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Os Ministérios Públicos de pelo menos sete estados investigam a empresa Ympactus Comercial Ltda. ME, conhecida pelo nome fantasia Telexfree, por suspeita de prática de pirâmide financeira, com “investimentos” estimulados por meio de um sistema chamado de “marketing multinível”. Segundo as investigações, a empresa teria montado um esquema de pirâmide, em que cada novo membro compra um “pacote” que remunera os membros acima na cadeia. Esse novo membro, por sua vez, ganha dinheiro recrutando outras pessoas para o sistema.

Polícia Federal na sede da Telexfree, em Vitória (Foto: Fiorella Gomes/ CBN Vitória)Polícia Federal na sede da Telexfree, em Vitória (Foto: Fiorella Gomes/ CBN Vitória)
Carro da Telexfree em frente a prédio onde fica a sede da Telexfree, em Vitória (Foto: Fiorella Gomes/ CBN Vitória)Carro da Telexfree em frente a prédio onde fica a sede da Telexfree, em Vitória (Foto: Fiorella Gomes/ CBN Vitória)
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Achado destroços do avião da Air Algérie

O presidente do Mali, Ibrahim Boubacar Keita, declarou nesta quinta-feira (24) que os destroços do avião da Air Algérie que caiu nesta quinta com 116 pessoas a bordo foram vistos entre as cidades de Aguelhoc e Kidal, no norte do país, segundo informações da agência Reuters.

“Eu acabei de ser informado que os destroços foram encontrados entre Aguelhoc e Kidal”, afirmou o presidente, sem dar mais detalhes, durante reunião com líderes políticos, religiosos e da sociedade civil em Bamako.

Mais cedo, a Air Algerie informou no Twitter que o avião teria caído na região de Tilemsi, a cerca de 70 km de Gao, no Mali. O avião viajava de Uagadugu, em Burkina Faso, a Argel.

Mapa Avião áfrica Argélia V2 (Foto: Editoria de Arte/G1)

O aeroporto de Uagadugu, por meio de seu site, informou que “as forças francesas estacionadas no Mali detectaram destroços do AH5017 no meio caminho entre Gao e Kidal, em uma área de deserto muito inacessível”.

O ministro francês das Relações Exteriores, Laurent Fabius, disse que há aeronaves francesas buscando pelo avião da Air Algérie e que nenhuma hipótese pode ser descartada.

Segundo a companhia, o avião levava 110 passageiros e seis tripulantes – entre eles dois pilotos. Os tripulantes eram todos espanhóis, de acordo com o sindicato de pilotos comerciais espanhol Sepla.

A empresa informou ter perdido contato com a aeronave 50 minutos após a decolagem, em Uagadugu, capital de Burkina Faso.

Testemunha
Uma testemunha afirmou ter visto o avião da Air Algerie cair na região de Gossi, no norte do Mali, declarou Gilbert Diendiéré, chefe de Estado-Maior de Burkina Fasso, de acordo com a agência France Presse.

“Um informante (…) nos indicou ter visto o avião cair às 1h50 (22h50 de quarta-feira no horário de Brasília). Estamos em contato com esta testemunha e pretendemos visitar o local” para verificar essas informações, revelou o general Diendiéré, coordenador da célula de crise estabelecida em Uagadugu, de onde o avião decolou em direção a Argel.

Mapa publicado no site do aeroporto de Ouagadougou mostra última localização conhecida do avião da Air Algerie que sumiu nesta quinta-feira (24)  (Foto: Ouagadougou airport/Reuters)Mapa publicado no site do aeroporto de Ouagadougou
mostra última localização conhecida do avião da Air
Algerie que sumiu nesta quinta-feira (24)
(Foto: Ouagadougou airport/Reuters)

“Nós acreditamos que esta fonte é confiável, porque nós também observamos as imagens de radar que mostram a progressão da aeronave até a sua queda, que coincide com o local indicado pelo nosso informante”, acrescentou.

A cidade de Gossi está localizada a cerca de 100 km a sudoeste de Gao, a maior cidade do norte do Mali e possível local da queda da aeronave próxima da fronteira entre Mali e Burkina Fasso.

O general Diendiéré afirmou ainda que “nas imagens de radar”, vemos que “o avião saiu de seu curso por causa de uma tempestade”, que “pode ser a causa do que aconteceu.”

“Mas, por enquanto, não temos certeza, nós ainda não vimos o avião”, acrescentou, no entanto.

Mau tempo
A Air Algérie publicou em seu site que a aeronave decolou de Burkina Faso à 1h17 locais (22h17 de quarta-feira em Brasília) e deveria pousar na Argélia às 5h10 locais (1h10 de Brasília), mas nunca chegou ao seu destino. Segundo a empresa, o avião é um McDonnell Douglas MD-83.

 

Mas autoridades da aviação em Burkina Faso afirmaram ter passado o controle do avião para a torre de Niamey, no Níger, após o voo pedir para fazer uma alteração de rota devido a uma tempestade, e disseram ter perdido o contato com o aparelho depois de duas horas.

Um diplomata em Bamako, capital do Mali, afirmou que houve uma forte tempestade de areia à noite no norte malinês, que fica na rota de voo do avião.

Segundo o site da Air Algérie, a companhia realiza quatro voos por semana no trecho no qual o avião desapareceu.

Passageiros
Segundo a Air Algérie, a lista de passageiros inclui 51 franceses, 24 burquineses, oito libaneses, seis argelinos, cinco canadenses, quatro alemães, dois luxemburgueses, um suíço, um romeno, um belga, um camaronês, um ucraniano, um egípcio, um nigeriano e um malinês, além dos seis tripulantes espanhóis. Vários passageiros deveriam fazer escala em Argel, e seguir para Paris ou Marselha.

Para a Air Algérie, este é mais um duro golpe seis meses apois uma catástrofe no leste do país.

Em fevereiro, um Hercules C-130 da companhia que voava entre Tamanrasset (2.000 km ao sul de Argel) e Constantine (450 km a leste de Argel) caiu pouco antes de sua aterrissagem, fazendo 76 mortos. Um passageiro sobreviveu.

 

Primo do goleiro Bruno diz saber onde está o corpo de Eliza Samudio

Jorge Luiz Rosa, primo do goleiro Bruno, condenado pela morte da ex-modelo Eliza Samudio, disse que o corpo da vítima estaria enterrado perto do Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. A informação foi dada em entrevista à Rádio Tupi, exibida nesta quinta-feira (24).

Eliza foi morta em 2010. Bruno Fernandes foi condenado a 22 anos e 3 meses de prisão por ter tramado a morte da ex-amante para não pagar pensão alimentícia ao filho recém-nascido – hoje com quatro anos. Em junho, ele foi transferido para a Penitenciária de Segurança Máxima de Francisco Sá, no Norte de Minas Gerais.

“Ela está enterrada num sitiozinho em BH próximo ao Aeroporto de Confins. Antes de chegar no aeroporto. É uma estrada de chão bastante deserta, não tem muito movimento, praticamente abandonada. Eu identifico com um pé de coqueiro que é meio curvado. Sou muito observador, eu sei ver o local, sei chegar. Eu só estou dando essa reportagem aqui porque eu quero que a minha mente fica tranquila. Acabar com isso logo para a mãe dela poder enterrar a filha dela”, disse.

Eliza Samudio (Foto: Reprodução/TV Globo)Eliza Samudio foi morta em 2010
(Foto: Reprodução/TV Globo)
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Segundo o delegado Wagner Pinto, chefe do departamento de investigação de homicídios e proteção à pessoa da Polícia Civil de Minas Gerais, afirmou ao G1 que ainda não viu o material na imprensa e por isso não pode tomar nenhuma atitute.

De acordo com Jorge Luiz Rosa, que era menor na época do crime, Eliza foi asfixiada na casa do ex-policial civil Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, em Vespasiano, também na Região Metropolitana. Luiz Henrique Romão, o Macarrão, secretário pessoal de Bruno, teria amarrado as mãos de Eliza. Após a morte, ela teria sido enrolada num lençol e colocada em um saco lacrado antes de ser enterrada em um buraco profundo, feito por uma retroescavadeira, para dificultar a localização.

“Ela não foi esquartejada. Só cortaram a mão dela. O corpo está inteiro”, disse, acrescentando que o corpo foi transportado no porta-malas de um Ford EcoSport.

Advogado não viu vídeo
O advogado de Bruno, Francisco Simim, disse que até o momento não assistiu ao vídeo da entrevista de Jorge e que não vai acompanhar nada sobre isso. Respondeu que não pretende pedir diligências e que a polícia é que tem que dar confirmações e respostas.

Em relação à situação de Bruno, diz que há recurso contra a condenação de ocultação de cadáver e as informações, se confirmadas, poderiam contribuir. “A informação do local nunca apareceu. Contribui, pois Bruno jamais esteve na cena do crime e foi condenado por ocultação de cadáver”, disse.

‘Mata fácil’, diz sobre Bola
O primo do goleiro contou que segurou o bebê enquanto Eliza era assassinada. “Não sabia que aquilo iria acontecer. Eu não conhecia aquele lugar. Como eu ia sair para pedir ajuda? Como eu ia sair do local correndo? Não pude fazer nada porque o Bola é um psicopata, mata fácil. Fiquei com medo de sair para pedir ajuda”,  afirmou.

Jorge também deu mais detalhes sobre o momento do assassinato. “Ela foi assassinada asfixiada”, disse. “Ela sentou numa cadeira, ele [Bola] falou pra ela ficar tranquila que ele era policial, que ela iria ficar uma noite só e que no outro dia ela iria pra um apartamento. Ele começou a fazer umas perguntas, se ela usava drogas, e pediu pra ver a mão dela. Aí, nisso que pediu pra ver a mão dela, ele rodou ela e deu uma gravata. Nisso ele já caiu com ela no chão, Macarrão veio por cima e já amarrou a mão dela. o Bola pegou e engravatou ela ate acabar com vida dela. Depois, ele veio com uma faca branca, deu um talho no pulso dela e depois ele arrancou fora”, disse, negando o esquartejamento.

Goleiro Bruno deve depor nesta quarta-feira (6) (Foto: Reprodução Globo News)Goleiro Bruno durante julgamento
(Foto: Reprodução / Globo News)

 

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